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7 de outubro de 2026

Quem está influenciando a preferência pela sua marca?

Em um mercado onde diferentes gerações influenciam a decisão de compra, marcas relevantes são aquelas que sabem interpretar comportamento e transformar essa leitura em escolhas estratégicas.

A busca por conexão com a Geração Z se tornou uma das grandes obsessões do mercado, mas ao mesmo tempo, uma nova camada começa a ganhar força. A Geração Alpha já influencia a forma como marcas são descobertas e desejadas dentro das famílias, em um ambiente atravessado por creators, plataformas digitais, algoritmos e recomendações mediadas por tecnologia.

Para marcas, esse movimento impacta diretamente a forma como marcas são lembradas, comparadas e escolhidas. A influência já não acontece em um único ponto da jornada: ela passa por jovens que introduzem marcas na conversa, famílias que validam a compra, comunidades que reforçam confiança e plataformas que influenciam o que chega até o consumidor.

Neste conteúdo, você saberá mais sobre:

  1. Por que a relevância das marcas está mudando
  2. Como as novas gerações influenciam a decisão de compra
  3. O que é realmente se manter relevante no mercado?
  4. Como transformar sinais culturais em decisões estratégicas

Por que a relevância das marcas está mudando?

Durante muito tempo, parecer jovem foi tratado como sinônimo de parecer atual. Marcas passaram a buscar formatos, canais e linguagens associados às novas gerações como forma de demonstrar atualização, acelerar conexão e ocupar conversas em tempo real.

A busca pela juventude, quando tratada como atalho para relevância, pode prender marcas em tendências passageiras e relações pouco profundas. O report The Age of Relevance, da MØRNING, tensiona essa lógica ao apontar que marcas perseguem incansavelmente os jovens, enquanto jovens navegam por ciclos de nostalgia.

A nostalgia contemporânea funciona como uma forma de identificação. Referências dos anos 80, 90 e 2000 voltam porque ajudam as pessoas a expressar gosto, pertencimento e visão de mundo, mesmo quando elas não viveram diretamente esses períodos.

Esse comportamento mostra os limites de uma leitura baseada apenas em idade. O próprio report traz uma provocação de Matt Klein sobre a importância de distinguir atributos realmente geracionais daquilo que representa comportamentos humanos em determinada fase da vida.

Para marcas, essa diferença importa pois a idade continua sendo um dado relevante, mas já não explica sozinha como as pessoas constroem desejo, confiança e valor. Em um mercado atravessado por comunidades digitais, algoritmos e repertórios de diferentes épocas circulando ao mesmo tempo, as pessoas passam a se reconhecer por afinidades, modos de vida, gostos compartilhados e formas específicas de pertencimento.

Segmentar por geração ajuda, mas não basta. Marcas precisam entender quais fatores influenciam a escolha, quais grupos participam da decisão e quais sinais ajudam a construir valor percebido.


Como as novas gerações influenciam a decisão de compra

A juventude passou a ser tratada pelo mercado como um território a ser decodificado. Linguagem, memes, canais e valores se tornaram sinais observados por marcas que desejam permanecer próximas do que parece culturalmente atual. Uma matéria da Fast Company parte justamente desse fenômeno: a ascensão de empresas especializadas em traduzir a linguagem da Geração Z para marcas que querem se aproximar de um público jovem, digitalmente nativo e altamente influente. Segundo o artigo, algumas estimativas apontam que o poder de consumo da Gen Z deve chegar a US$ 12,6 trilhões até 2030, enquanto 96% dos jovens dessa geração afirmam comprar de acordo com seus valores.

O risco aparece quando essa aproximação fica apenas na superfície e transforma comportamento em estética, sem compreender o que realmente influencia a escolha. Para uma marca, acompanhar a linguagem de uma geração pode gerar proximidade, mas relevância exige entender os motivos por trás das escolhas, das recusas e das formas de identificação.

Agora, um novo deslocamento começa a se impor. A Geração Alpha intensifica uma lógica de participação, descoberta e decisão compartilhada. Em um artigo recente publicado no Forbes Agency Council, Jacquelyn LaMar Berney aponta que os membros mais velhos da Geração Alpha chegam aos 16 anos em 2026 e já influenciam uma estimativa de US$ 255 bilhões em gastos nos Estados Unidos. Nascida aproximadamente entre 2010 e 2025, essa geração cresceu em um mundo atravessado por smartphones, redes sociais e recomendações por inteligência artificial.

A diferença está no tipo de influência. A Gen Z levou marcas a buscar tradução cultural, enquanto a Gen Alpha amplia a expectativa por participação, criação e contribuição nas experiências. O artigo da Forbes também chama atenção para uma dinâmica importante: essa geração já influencia compras dentro de casa, enquanto os pais ainda assumem a decisão final.

Para marcas, esse cenário cria uma exigência importante: a presença precisa fazer sentido para quem descobre e deseja, mas também gerar confiança para quem avalia e decide. Isso vale para categorias de consumo, educação, tecnologia, indústria, serviços e qualquer negócio que dependa de múltiplos influenciadores ao longo da jornada de compra.

A relevância passa a envolver clareza, legitimidade e valor percebido em diferentes camadas de influência.


O que é realmente se manter relevante no mercado?

Construir relevância exige entender por que uma marca passa a fazer sentido para as pessoas em determinado momento. Para muitas empresas, o desafio está em perceber quando o público começa a escolher por novos motivos, seja por confiança, praticidade, identificação, recomendação, preço, experiência, segurança, especialização ou participação.

Esse é um dos pontos centrais de David Aaker em Brand Relevance: Making Competitors Irrelevant, livro em que o autor diferencia a competição por preferência da competição por relevância. A preferência parte de uma disputa conhecida, em que uma marca tenta ser escolhida dentro de uma categoria já estabelecida. A relevância opera em outro nível, porque cria ou domina um novo campo de escolha, no qual certas alternativas passam a fazer menos sentido para o público.

Em artigo publicado na Harvard Business Review, Aaker sintetiza essa visão ao defender que marcas de ruptura crescem quando tornam a concorrência menos relevante, deslocando a disputa para além da comparação direta entre ofertas parecidas.

É aqui que a leitura cultural ganha função estratégica. Sinais como a nostalgia da Gen Z, a influência da Gen Alpha dentro das famílias, a força dos creators, a validação das comunidades e a mediação dos algoritmos não devem ser lidos como tendências soltas. Eles ajudam a revelar necessidades em transformação: busca por pertencimento, desejo de participação, necessidade de confiança, vontade de identificação, expectativa de clareza ou preferência por experiências mais simples e reais.

Para uma marca, o ponto está em entender quais desses sinais têm relação real com seu público, seu mercado e seu território. Algumas mudanças podem abrir espaço para inovação em produto, experiência, comunicação ou posicionamento. Outras servem apenas como leitura de cenário, a diferença está no critério com que a marca interpreta o que observa.

Isso nos ajuda a perceber que relevância nasce quando a marca participa da construção de novos valores. Para isso, precisa identificar quais necessidades começam a ganhar força, quais mudanças culturais fazem sentido para sua atuação e quais escolhas podem fortalecer sua presença no tempo.

A leitura cultural se torna inovação para a marca que entende o que seu público precisa agora e o que ela tem legitimidade para construir a partir disso.


Como transformar sinais culturais em decisões estratégicas

A cultura oferece sinais o tempo todo. Jovens revisitam décadas passadas, crianças influenciam compras dentro de casa, comunidades validam produtos antes da publicidade tradicional e algoritmos determinam parte do que será descoberto, comparado e considerado.

Para uma marca, o ponto estratégico está em separar sinal de distração. Algumas mudanças revelam novos critérios de escolha. Outras apenas movimentam conversas passageiras. A leitura cultural ganha valor quando ajuda a empresa a decidir melhor.

Isso significa olhar para comportamento com perguntas mais objetivas: quem influencia a escolha pela marca? Em quais canais essa influência acontece? Que tipo de mensagem gera confiança para quem decide? Quais elementos precisam permanecer consistentes para que a marca seja reconhecida em diferentes contextos? E em contextos ainda maiores, para quais necessidades atuais podemos criar novas soluções?

Para empresas, esse é um ponto importante: relevância não nasce da tentativa de estar em todos os lugares, com todos os públicos e em todas as tendências. Ela se fortalece quando a marca entende onde sua presença tem sentido e quais relações consegue sustentar com consistência.

No Firmorama, acreditamos que marcas sólidas e culturalmente relevantes nascem dessa capacidade de leitura e escolha. Estratégia e criatividade trabalham juntas para transformar comportamento em posicionamento, linguagem, identidade e presença, criando marcas mais preparadas para construir significado, sustentar valor e crescer com consistência em um mercado cada vez mais complexo.

Entre em contato com o Firmorama e vamos juntos descobrir o melhor caminho para o seu negócio.

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