Como as tendências de design impactam a gestão de marca e podem fazer com que uma identidade visual se torne defasada rapidamente

Reports com as tendências de design que possivelmente farão parte do dia a dia de algumas marcas durante um período são uma constante no universo criativo, justificadas pela necessidade de mudança e inovação exigidas neste meio. A cada ano, são novas previsões com direcionamentos estéticos, cores, types e estilos gráficos, para que os profissionais da área se inspirem e saibam o que será bastante visto nos próximos meses.

Identidade visual como recurso para tradução de conceitos estéticos.

Existe algum problema nisso? Definitivamente não.

Como profissionais, nós reconhecemos que tendências de design são uma importante ferramenta para o trabalho comercial, pois têm a capacidade de trazer à tona uma direção criativa que adquiriu relevância a ponto de ser identificada pelas pessoas como algo familiar, interessante e amigável. Além disso, elas também revelam muito do contexto mundial, como comportamento, movimentos sociais, cultura, necessidades e as expectativas das pessoas para o ano que se inicia.


Mas, e quando falamos de projetos de branding?

A reflexão que queremos construir aqui é a seguinte: ao fazer uso de tendências e estéticas efêmeras na identidade de marcas reais, é possível que elas continuem fazendo sentido em médio e longo prazo sem que pareçam ultrapassadas ou desconectadas do posicionamento da marca?

Para nós, a oportunidade de desenvolver uma ideia original – concebida a partir de nossos estudos, repertório, referências pessoais e, especialmente, das necessidades daquele projeto – é uma maneira incrível de apresentar ao cliente um resultado condizente com a trajetória e expectativas de sua marca e, ainda, explorar novas esferas visuais, ampliando o espectro criativo de todos os envolvidos no projeto.

Foto: Ricardo Perini

Marca é uma construção contínua e colaborativa. Ela é plural e deve se expressar em sua totalidade, através da união de discurso (posicionamento, tom de voz e linguagem verbal), aparência (identidade visual) e atitude (cultura). Neste cenário, a consistência é fundamental para reforçar seus principais atributos e também a lembrança e relevância da marca para o seu público, por isso a importância da atemporalidade em projetos de branding e sua vocação de mantê-los novos ao longo do tempo.

Para finalizar, destacamos que uma marca pode, sim, se reinventar por completo e assim se apropriar das constantes transformações pelas quais o design gráfico transita, desde que haja uma intenção clara para esse movimento.


A identidade visual de sua marca comunica a sua essência e está conectada com os interesses do público? Solicite um orçamento e vamos juntos descobrir novas possibilidades!